sexta-feira, outubro 29, 2004

Fernando Arménio das Neves (1972-1994)

Ò tu, perdido no espaço

Sem lugar para fugir

Sozinho no tempo, estás a ouvir?

Aceita o meu abraço



Esperança sofrida na noite

A cintilar em fundo negro

Raiva escondida no silêncio

Em brumas de ódio vivo



Ò tu de sorriso triste

Tu que chamas por mim

Ergue-te de punhos em riste

Não te deixes morrer assim



Alma cansada a vaguear

Em marés de orgulho morto

Corpo distorcido pela dor

Olhos vermelhos a chorar



Ò tu que és tão alto

É tão grande o teu saber

Juntos demos um salto

Eu não te quero perder



Infância arrancada da vida

perdida a luz sem respeito

pelas ruas arrastada a pedir

a tua fúria de viver



Ò tu que não queres morrer

Agarra esse fio de vida

Mas se amputado de ti vou viver

Eu não te esqueço, amizade querida

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