Monday, March 12, 2012

in dubio pro reo

é o post q se segue

Adenda (13/03/2012): Nunca mais inventam dias com 30 horas... hmmm...
Sent from my Nokia

Sunday, March 11, 2012

Hey hey hey...



I sleep deeply every night
in a world that's better than real life
I found a hiding place
beneath a dirty blanket of distorted bass
there's music in my head
I heard a gasoline voice mixed with marlboro red singing:

"...pick up your head again...
if you want to be king
then nobody must keep you down..."

and yes now I'm back from the dead
I'm gonna turn it up loud inside your head
with the sound of many days
when we could feel the cheap drugs
squeezing through our veins
like a million girls and boys
I'm just another grainy brick in a wall of noise
I really missed you yesterday
and just for a moment
something was reeling me in
someone was breathing me in

but I lived in the slip of your frown
and this place has been getting me down

you hung out for my suicide
you were pushing it down the airsupply
but you never did try to find the time
to let us be together in your cage or mine
and since you never noticed me
well how about you open up your eyes and see me now
Music fills my empty bones
And some times it seems it's the only place I've left to go

Hey hey hey
Happy Birthday

anyway

Saturday, March 10, 2012

Switchblade

...enquanto não consigo voltar a ter a capacidade de conseguir abstrair-me, de desligar o cérebro quando a coisa vai ao red line, descobri que consigo ao menos desviar a atenção do que me apoquenta se me concentrar em fazer listas mentais de cenas... Hoje de manhã, no barbeiro (é o meu novo vício, ao sábado faço a barba no barbeiro, à navalha), o turbilhão de sinapses era tal que me estava a incomodar, e para acalmar a mente fiz uma lista mental de 10 actores que aprecio. Aqui vai, sem ordem nenhuma especial:

Dennis Quaid
Sean Penn
Morgan Freeman (Alguma vez contei que o conheci pessoalmente num café em Paris?)
Robert DeNiro
Christopher Walken
Michael Caine
Denzel Washington
Richard Gere
Anthony Hopkins
Gary Oldman

Mas acrescento-lhe facilmente mais 10 nomes...

Tom Hanks
Tim Robbins
Brad Pitt
Matt Dillon
Robin Williams
Robert Downey Jr
Jack Nicholson
Rutger Hauer
Tom Cruise
Harrison Ford

...mais 10

Harvey Keitel
Christian Slater
Kevin Bacon
Cuba Gooding Jr
Bruce Willis (opá, o gajo faz um esforço)
Jean Paul Belmondo
Ben Affleck (outro que se esforça para tentar representar)
Matt Dillon
Leonardo DiCaprio
Russel Crowe

Wednesday, March 07, 2012

Ai rapaz...

"'tá-me tudo a querer foder!"
Já o disse antes, aqui, aqui, aqui, depois expliquei aqui, ilustrei aqui e também aqui, e se o digo hoje outra vez é porque estou a ver esta merda toda por um canudo e não tarda nada vai tudo à frente!
Dizem-me que tenho um saco sem fundo, que tenho nervos de aço e aguento tudo o que me aterra em cima. -Puta qu'os pariu! Estou a aguentar esta merda toda sozinho e estou no fio da navalha, se eu cair, filha da puta, não caio sozinho de certeza! Taco fogo a esta merda toda qu'é um mimo!
Basta caralho, ando a apanhar porrada de todos os lados, basta!
-Foda-se!

Na mesa ao lado na esplanada do jardim

Uma: "Já viste as vistas?"
Outra: "Hmm... vi quando entrou."
Uma: "Está diferente..."
Outra: "Está com ar maduro."
Uma: "É, está bom para colher."
Outra: (risinhos)

Thursday, March 01, 2012

RyanFuckingAir

Já devo ter viajado entre Portugal e Inglaterra mais de 50 vezes (tendo em conta que lá morei vários anos), mas depois da viagem que fiz hoje de volta a casa, das duas uma: Ou estou a pagar por alguma merda que fiz, ou estou a acumular créditos com o Karma.
Acho que a única coisa positiva que consigo ver deste dia, é que em ambos os casos, o resultado vai dar a um equilibrar da balança!

(Nota mental: fiquei vacinado, nunca mais experimento vôos Lowcost)

Monday, February 27, 2012

The beautiful London grey skies (-Grunf!)

Depois da Feira em Excel...

...jantar com os Sobrinhos no "The castel" em Angel, seguido de Happy Hour na upper street de Highbury & Islington. Agora xonar com o assobiar dos motores dos novos hybrid powered double deckers e acordar cedo para preparar as reuniões do dia (photos quando encontrar o cabo USB).

Sunday, February 26, 2012

Londres, hoje, 08:45am (a coronária agradece)

Saturday, February 25, 2012

"Hoje" tripas; Amanhã full fryed breakfast

Se tivesse tentado planear o dia da forma que o dia me está a correr, não teria conseguido… Assim, porque a conta das viagens se perde no passar dos anos, face às ocorrências e incidências e às suas –ponderadas- consequências, ponho excepcionalmente a experiência de lado e deixo os acontecimentos guiarem o meu caminho. De uma forma ou de outra sei que vou chegar ao destino, é tudo uma questão de me focar no “como”, mais do que me preocupar com o “quando”. Dizem que a primeira vez nunca se esquece… certo, até pode ser que eu nunca me esqueça desta primeira vez, mas pouco ou nada pretendo aprender com o dia de hoje, nada que me venha a ser especialmente útil no dia de amanhã nem nada que não tivesse já aprendido... ou não!
Senão vejamos, há uma certa lógica intrínseca em agir no instantâneo, particularmente quando a noção da passagem do tempo é retirada da equação como forma de simplificar processos. Quando faço uma viagem, particularmente tratando-se de uma viagem de lazer, gosto do espontâneo da decisão instantânea, vapt vupt, está decidido. Gosto aliás de decidir e fazer-me ao caminho nos 30 minutos seguintes…
Mas viagens de trabalho já tendo a planear, agendar, calendarizar, precaver, plano B e C, antecipar… Assim, porque é o caso de ser uma viagem de trabalho, demorei 24 horas entre o decidir e o partir, planeei tudo ao minuto sincronizado com pontualidade britânica, e o resultado está à vista. Ao fim de largamente mais de 100 partidas e chegadas ao longo dos anos, hoje, pela primeira vez na vida, perdi um vôo… Filha da puta!
Não me chateia os 75 Euros que tive que pagar a mais para apanhar outro vôo ao fim do dia, nem a seca de 8 horas no aeroporto, não me chateia só ter 10 euros comigo para me orientar (já que no bolso tenho mais de 1000 libras), nem me chateia gramar com baratas tontas a pedirem-me direcções estando em terminais sobrepostos… O que chateia realmente é que planeei ter a tarde livre em Londres, e só vou lá chegar à noite! Ainda por cima só dormi 3 horas ontem (nota mental para abrandar com os excessos) pelo que já parti chôco num banco aqui na zona do dutty-free e acordei com o barulho meu próprio ressonar… De facto não teria conseguido planear as coisas para acontecerem como estão a acontecer… Oh well… Valha-me o desenrascanço e a estupidez natural.
Os 10 euros chegaram para ter ido ao crava de metro almoçar ao Porto e pagar uma sandocha a um pit’chaúba, e ainda para tomar café e comprar um jornal.
Faltam 3 horas para o vôo e não há nenhuma rede wi-fi aberta para fazer o download de um filme… Descalcei-me que está muito calor para estas botas e agora não sei se é a descontração ou se são as meias às riscas que me fazem sentir observado (não, não é xulé, não uso disso), de qualquer forma, é para o lado que melhor cruzo a perna, temos pena…
Que dia do caraças… enfim, que eu ia tendo… Fica mais uma história para contar, mais uma viagem para o rol onde algumas tiveram percalços e aparatos indescritíveis e desfechos inacreditáveis, e não foram poucas…
Lembro-me de já ter conseguido embarcar em 2 vôos consecutivos um dia antes da data da reserva (Londres >>> Madrid >>> Porto) sem ninguém dar por isso (incluindo eu); Ou de ter feito banzé para o avião acelerar a velocidade de cruzeiro e recuperar do atraso na decolagem para eu ter tempo de apanhar um vôo de ligação em Roma (Lisboa >>> Roma >>> Malta), no fim de semana do funeral do JP2; Lembro-me uma vez de ter embarcado no dia seguinte à data de validade do meu Visto (S. Petersburgo >>> Frankfurt >>> Paris), onde me safei de ser preso com um telefonema do Pai da Maria para um general qualquer, numa viagem em que levei para a Rússia a gata Fascistik, quando vivia e estudava em Bordéus, e que foi raptada em pleno vôo por uma oligarca qualquer que a fez passear pelo avião inteiro de mão em mão. Outra vez lembro-me de ter trocado de bilhete com outro passageiro para não ter que voar num avião a hélice (Rotterdham >>> Southampton), ou do autocarro do aeroporto avariar e ser preciso ir a correr pela pista para apanhar o avião (Budapeste >>> Paris). Lembro-me de outra, em que numa escala no Paraguai saí da zona internacional do aeroporto, e depois só consegui voltar a entrar saltando a rede de acesso à pista. (Lisboa >>> S. Paulo >>> Santiago do Chile). Por fim, lembro-me em 94, numa viagem Lisboa >>> Londres >>> Lisboa, a primeira de muitas, no regresso haver uma decolagem abortada com direito a evacuação do avião pelas mangas de segurança para a pista, com neve pelos tornozelos…
Vou embarcar agora, o avião chama-se Almeida Garrett, acho que já andei neste, é um A300-320.
Hora prevista de chegada a Londres - Gatwick: 19:30h e a Victoria Station às 20:30h
Publico isto amanhã com a data de hoje...

Thursday, February 23, 2012

Epifania da madrugada

Sai-me mais barata uma viagem a Londres do que ir e vir de carro a Lisboa.

Wednesday, February 22, 2012

Entretenimento da Noite

Temperar o aroma do incenso de Mirra com incenso de Violeta e fazer algumas anotações de actualização de contexto histórico nas páginas d'A arte da guerra, de Sun Tsu

Ementa do Jantar

Receita de Salmão da Ana com vinagrete improvisada com sumo de limão, azeite e salsa picada, acompanhado de arroz branco feito em estrugido de alho e bróculos salteados ao lado.
Pão, sumo de ananás e clementinas para sobremesa!

Momento da tarde

Compilar respostas das clientes sobre o que se mascaráram no carnaval e deixa-las tentar adivinhar o que quer dizer mascarar-me de homem casado...

Algumas deram respostas suspeitamente imediatas!

Frase da manhã

"Porque a maioria das pessoas não tem a mesma capacidade que você tem para lidar com problemas de forma serena"

-Tell me about it!

Monday, February 20, 2012

Carnaválico

-Alô?
-Alô F. consegues estar cá às 10h?
-Às 10h? Na boa.
-Então, e vens mascarado de quê?
-...errr, de homem casado.
-hun?!

Sunday, February 19, 2012

Fait divers de Domingo

Fazer um percurso urbano de 5 kms com o telemovel no tejadilho do carro e ele só cair (e desconchavar-se todo no chão) à entrada da garagem não é bem sorte, mas já anda lá perto.
De seguida monta-lo e ele funcionar lindamente também não é bem sorte...
...é Nokia!

Sunday Morning Coffee Time

Wednesday, February 15, 2012

ab extra amicus curiae

As melhores lições (tirando as que se dá) são as que nos chegam sem anúncio prévio e nos atingem nos valores que julgamos establecidos... Já volto a este assunto.
Tenho uma colega de trabalho com quem me divirto em inofensivos e informais despiques de "quem tem razão", que a espaços até me dá luta, e que com isso me faz - indirectamente - refletir mais tarde sobre questões que considero elevadas e que, mesmo que em absolutamente nada resultem dos nossos despiques ou assuntos, acabam por me fazer sentir de alguma forma um sentimento de apreciação - embora ténue demais para o manifestar - por me empurrar para reflexões intrinsecas que resultam na minha continua procura de melhoração de mim mesmo (trata-se de recuperar caracteristicas que me vi forçado a erradicar de mim próprio quando me vi mobilizado para uma guerra que não fui eu que comecei).
Dito isto, e voltando às lições de que falei no ínicio, hoje aprendi que de facto a generalização é um recurso de fraco valor acrescentado para uma boa apreciação de um colectivo heterogéneo.
Há tempos recorri no meu discurso a generalizações e categorizações de todo um conjunto de pessoas que inadvertidamente coloquei no mesmo saco, ou dito de outra forma, no mesmo código-postal.
Não pretendi de todo ridicularizar esta cidade - onde escolhi viver no presente - quando a ela me referi como "cidade-bidé". Eu sei que naquele contexto aludi especificamente à pequena dimensão geografica desta cidade, e mesmo que intimamente tenha razões de sobra para cair na facilidade da generalização ao categorizar as pessoas (algumas) que cá moram... nada disso, Hoje alguém me demonstrou, com clareza, frontalidade e perfeita isenção, que há por aqui valores mais altos do que aqueles de que infelizmente me vi rodeado a determinada altura, os quais condicionaram algumas considerações depreciativas que manifestei, e que, ao colocar a mão na consciência, pretendo retractar. Mantenho tudo o que disse - igual a mim mesmo - mas retiro-lhe as excepções que porventura confirmam a regra. Não posso generalizar. Há gente muito fixe nesta cidade, uns mais proximos de mim do que outros, certo, mas que merecem indubitavelmente a minha consideração pelos valores que manifestam - consistentemente - ao interagir comigo, como aconteceu hoje, e isso impulsiona em mim a disposição para (re-)desenvolver valores idênticos... história de recomeçar a rever-me de novo naquilo que sou, em quem eu sou, naquilo em que acredito, e como o ponho em prática. Tenho aliás dito. Efectivamente, comportamento gera comportamento, é uma faca de dois gumes, mas basta saber segurar-lhe pelo cabo.

Perdoar ou não perdoar?

Eis a questão. Nem sempre foi, mas hoje é mais fácil dito que feito!

Tuesday, February 14, 2012

Dia de S. Valentim

Hoje mal acordei poupei logo 100 ou 200 euros!

Saturday, February 11, 2012

Southbound trilogy

Setting the trap - Part 1/3

O escapismo é sem dúvida uma arte. Existem muitas formas de escapismo, o Harry Houdini era mestre (e de que lhe valeu?), mas o escapismo tem formas muito mais curiosas do que a libertação ardilosa de correntes e amarras. É uma arte em si em todas as suas formas, mesmo quando as amarras não são mais do que contingências intangíveis que nos comprometem a liberdade de acção, o sentimento ou até o livre-arbitrium… A forma de escapismo que mais me surpreende é o escapismo à responsabilidade, seja em que formato for, é uma arte em si, uma atitude desenvolvida com todo o engenho das manobras evasivas e estratégias de contra-interacção. Surge de forma automática no discurso esquivo e na interpretação de factos e realidades em função da transferência da responsabilidade (leia-se da culpa) para fora de si mesmo. É indubitavelmente um padrão de comportamento intrínseco que se desenvolve ao sabor das ocorrências e das situações, e à qual se recorre consoante forem mais ou menos sérias (ou temerosas) as implicações das responsabilidades a que se procura escapar… Contudo, há algo de intoxicante para o artista do escapismo – desprovido da capacidade de conseguir enfrentar a música, gerir acções correctivas, assumir consequências – tornando-se num vicio, qual opiáceo, algo que lhe confunde o sentido de auto-crítica e que paradoxalmente o prende num limbo entre a cultura intima da chico-espertisse e as cobardias rasteirinhas, e que assim lhe distorce o espelho, tornando a projecção que faz de si mesmo numa imagem vazia de essência e de princípios morais – dos quais nem se sabe se terá consciência que existem.
Escapar, per se, será porventura uma inferência do instinto do medo, o furtar-se à perspectiva de consequência ou de perigo, mas que na prática não é mais do que uma forma camuflada de enterrar a cabeça na areia e pretender que uma qualquer capa invisível com que se acha que se está equipado irá esconder nódoas encardidas na personalidade e disfunções vincadas no caracter (que se quer que seja) interactivo com a vida.
O escapista – o artista do escapismo - vive tão somente prisioneiro de falsos medos, numa continuada mentira que conta a si próprio e que transmite ao mundo a seu respeito, que substituindo na maioria dos casos a sua identidade por uma fachada para esconder o medo, enverga uma máscara para dissimular a sua falsidade, um subterfugio para tentar tapar o Sol com uma peneira, e faz de uma verdade inóqua - por medo - uma mentira escondida só para sacudir a àgua do capote
Não sei se o escapista sabe, mas mais tarde ou mais cedo, a mentira vai apanha-lo na curva, porque o escapista se esconde com o rabo de fora.



A hundred nights of fun and games
A thousand empty glasses
I feel it change
And stay the same
As each day passes
They invite me to their gatherings
In the finer parts of town
They seem attracted to my indifference
The irony just knocks me out

And I love them as if I love them
And they reciprocate with "help"
But I look up at these mirrors sometimes
And I can't see myself

They say that some are born to burn
And some are born to give
They say that people live and learn
Some people only live and live

You don't know that I come here
But if you did, you would know why
So we close our eyes

You didn't notice me
As I passed you on the stairs
How could you ever guess
Looking at my face
How closely I share your taste
How well I know your place
Even the clothes you wear
I've seen them when you're not there

You say that you can win win win
If you know how to play the game
But while you're out there playing you see
There's something you should know
She spends your money
She spends your money on me

Post por SMS

Se a vida te dá limões, agradece e faz limonada

Friday, February 10, 2012

Fim de semana em Lisboa

...ir ou não ir?

Thursday, February 09, 2012

Dictum meum pactum

(...) 13'27''

So you thought that your bolts and your locks would keep me out
You should have known better after all this time
You're gonna pay in blood for all your vicious slander
With your ugly skin and your putrid green eyes
Why should I feel pity when you kill your own and feel no shame
God's on my side, sure as hell, I'm gonna take no blame

So you say you believe in all of Mother Nature's laws
You lust for gold with your sharpened knives
Oh when your hoards are gathered and your enemies left to rot
You pray with your bloodstained hands at the feet of your pagan gods

Then you try to place the killer's blade in my hand
You call for justice and distort the truth
Well I've had enough of all your pretty pretty speeches
Receive your punishment, Expose your throats to my righteous claws
And let the blood flow, and let the blood flow, let the blood flow, flow, flow


Wednesday, February 08, 2012

Post por sms

Este barzinho novo é bem fixe

Tuesday, February 07, 2012

Luctor et emergo

Já não me lembrava da última vez em que fui a uma conferência, e ainda menos de uma conferência em que eu fosse um dos oradores… e orador sem pré-aviso? Isso ainda menos, essa nunca me tinha acontecido - já há muito tempo me afastei do mundo corporativo, por razões que só a mim me assistem - mas como costumo dizer, o mundo é uma ervilha, e em Lisboa ou no Porto, mal ou bem, se me anunciarem como perito (cof cof) em Internacionalização Corporativa (exportação integrada, para quem comprou os bilhetes mais baratos), então eu levanto-me, limpo a garganta com um discreto pigarrear e regurgito o relato de uma série de experiências e sucessos profissionais, ilustradas com bulletpoints de text book escritos a vermelho num quadro-branco, sem suporte power-point, sem discurso ensaiado, sem ponteiro laser e sem que nada disso faça algum sentido na vida que levo hoje, na minha profissão – que continua a mesma – e na total ausência de carreira, a tal carreira promissora e academicamente substanciada que abandonei em procura de algo melhor, e que nenhuma maleita fará alguma vez com que me arrependa de ter abandonado, por que o fiz primordialmente por mim… adiante.
Não obstante, confesso que a vaidade puxou o lustro ao veludo da bombazine camel do fato, e mesmo que nenhum participante tenha reconhecido o nó Double Windsor da minha gravata - porque não me revejo nos nós largos, estereotipados, assimétricos e grosseiros que os putos usam em Lisboa para se parecerem uns com os outros - pelo menos ouviram tudo caladinhos e aparentemente interessados, e se forem espertos, assimilaram alguma coisa. Contudo, estas iniciativas são sobretudo feiras de vaidades, e quando cheguei ao parque de estacionamento, no meio de tantas dívidas da Baviera e de Estugarda e de Leasings de empresa, só eu reparei que o meu velhinho Uno da Fabbrica Italiana Automobili de Torino desfilou orgulhosamente vermelho pelo empedrado, com todo o alento de ser meu e de já estar pago, e possivelmente também por eu o acarinhar intimamente com analogias comparativas com Peugeot 303 coupé cabriolet pininfarina do Tenente Columbo, sobretudo quando preciso que ele tivesse mais uns quantos centímetros cúbicos no motor Fire, e levo a 5ª ao red line como quem chicoteia com os ponteiros do relógio um cavalo que já leva o freio nos dentes. Caixinha de fósforos voadora.
Depois da conferência fui a Leça, terra sombria e terciaria, e visitei os escritórios da delegação Norte de um antigo empregador tornado amigo – o responsável pela minha intervenção na conferência - cuja SGPS líder Ibérica do seu sector eu contribuí para erigir – há tempo demais – liderando a fusão de 2 dos 3 departamentos chave (Comercial e Marketing, porque Produção não é a minha praia).
Olhando para trás, qual bola de borracha em rebound, estou entusiasmado com a minha nova - e singela – vida, mas na minha cabeça ecoa ainda, por vezes, a pergunta inesperada que me fez uma antiga cliente ao telefone: “Mas o que é que você foi para aí fazer?”
Pois…
Saí de Leça declinando o convite para jantar num daqueles restaurantes obscenamente caros de que já me desabituei, e aproveitei a proximidade para dar um saltinho ao IKEA de Matosinhos.
Comprei uma cama, uma cómoda e hesitei em comprar um roupeiro… Mas não, não quero nada na minha vida com caracter definitivo, ainda não. A cómoda dá-me jeito, e a cama serve o seu propósito, nem que seja apenas para precaver a eventualidade de alguma amiga resolver voltar a atirar-se encarpada para um colchão no chão e ir bater com a cabeça na parede… (não consigo pensar nesse episódio sem me escangalhar a rir). Comprei outras coisas, daquelas inutilidades que se compram compulsivamente no IKEA, mas que também servirão o seu propósito de facilitar o método de arrumação e organização das minhas coisas (e se já não lhes chamo as minhas tralhas, já é um princípio de qualquer coisa, desde que não lhe comece a chamar minha casa, está tudo controlado).
Consegui encafuar tudo dentro do carro (são muitos anos de viagens) mas deixei fechar a zona de restauração do Mar Shopping sem jantar. Pensei num McDonalds de desenrasque mas lembrei-me das incursões fantásticas que eu e a Ana fazíamos, em 2006, ao Porto, quando íamos ou vínhamos de Trás os Montes, e das Francesinhas fora de horas ao balcão d'A Brasileira. Foi onde fui Jantar, já perto da meia-noite. Depois saí e aproveitei ter deixado o carro num local bem iluminado para subir os Aliados, contornando a CMP no cimo da avenida, onde perguntei a um taxista parado na Trindade por um multibanco perto… indicou-me o bingo do Salgueiros ali ao lado… levantei 20 euros... e entrei sem pensar no assunto, sentei-me na zona de não-fumadores, pedi uma Imperi... errr... um Fino, e gastei 16 euros até à 8ª jogada, e ganhei 40 euros num bingo à 70ª bola. Big Smile, ganhar é ganhar. Arrumei o dinheiro no bolso do sobretudo e vim-me embora, sacar aquele bingo tirou-me a pica toda que estava a ter em ficar sempre a uma ou duas bolas de o conseguir. Com o lucro de 4 euros comprei um maço de tabaco, que já não comprava há vários dias. Ao descer a avenida fumei meio cigarro que me deixou a mão gelada e fiz-me à ponte do Infante em direção à autoestrada… eram perto de 3 da manhã quando me apercebi que deixei escapar a saída para Feira/S. João da madeira (algum prenúncio, pensei) e gramei 15 Kms extra até à saída de Estarreja para ter que voltar para trás pela N1. Estacionei o carro na rua, à porta do prédio, na ilusão de me levantar mais cedo para o descarregar antes de ir trabalhar sem ter que o ir buscar à garagem… Tenho assim uns pensamentos lúdicos quando estou cansado. Depois deitei-me, exausto, por uma última vez no colchão no chão a pensar que é dia de escola e teria que me levantar daí a 4 horas… Adormeci instantaneamente, como sempre. Se tivesse conseguido ficar uns momentos acordado a meditar teria pensado que mereço espairecer de vez em quando, muito de vez em quando, incidentalmente desta vez não esperei pelo fim-de-semana.
Foi na semana passada.


tic tac, tic tac, tic tac...

Perguntam-me se está tudo bem comigo, como se conhecendo-me, esta calma e serenidade pudesse ser só aparente... Não respondo, não tenho que responder mais do que com um acenar de cabeça, que não diz nada, e se me perguntar a mim próprio a mesma pergunta, sei bem a resposta.

Saturday, February 04, 2012

LOL

O Sporting está em grande!

Tuesday, January 31, 2012

actus non facit reum nisi mens sit rea

Enquanto mantinha uma conversa telefónica com um cliente de exportação na soleira da porta da fábrica, cumprimentou-me um fornecedor, fabricante da indústria sapateira, que entrava e que me pergunta: "Então Dr. isso vai?"
Acenei-lhe que sim com um leve sorriso, mas ele insistiu, "Vai para cima ou vai para baixo?", em tom de brincadeira
"Vai em frente!" respondi, tapando o telefone com a mão, mas sem qualquer esboço de sorriso e sem esperar resposta alguma... naturalmente ele também não respondeu e entrou para as instalações disfarçando o incomodo de me estar a interromper...
Passados uns instantes terminei a conversa telefónica e desliguei o aparelho para fazer outra chamada, e enquanto aguardava sinal de chamada dei comigo momentaneamente a reflectir no eco da resposta que lhe tinha dado, e num laivo de tomada de consciência, breve, breve demais, mas longo o suficiente para não cair no esquecimento, inflecti remorso, não pela resposta em si, mas pela forma, meio ríspida, como respondi... O momento foi sináptico.
Já estava de novo envolvido em nova chamada telefónica quando ele saiu. Assim que o vi, sem me focar particularmente numa atitude ensaiada ou mecânica, vi a minha naturalidade guiar os meus gestos e interrompi o meu interlocutor no telefone para me despedir do fornecedor. Acerquei-me, ele abrandou o passo, e despedi-me dele com um aperto de mão ao mesmo tempo que a memória se desentorpeceu e lhe perguntei pelo filho, de 2 anos, que num fait-divers de open space que mal retive uns meses antes, me tinham dito estar acomedido de alguma doença grave...
O menino já está bom Dr, graças a Deus, obrigado, tudo de bom para si.” E foi andando.
Terminei a conversa telefónica e o cigarro (sim, de vez em quando ainda fumo um cigarro) e voltei a entrar deixando-me envolver pelo quotidiano frenético da actividade empresarial.
Fui aumentado, o meu ordenado aumentou algumas dezenas de euros contrariando a tendência não só na empresa como na generalidade anunciada para o sector privado. Alguma coisa devo estar a fazer certo... Numa breve análise que fiz aos processos sob minha tutela acuso uma média de margem bruta superior a 35%, largamente superior à média estimada de 20% da empresa e sem ter acesso às ferramentas financeiras de gestão comercial de que dispus no meu passado profissional e que combinadas com uma melhor gestão de tesouraria poderia facilmente aumentar a rentabilidade mais uns 2 ou 3% (o que num orçamento de 7 algarismos faz bastante diferença). Naturalmente esta noção esbarra na parte de “melhor gestão de tesouraria”, e eu apenas mando em minha casa... Adiante.
Lembro-me de ter escrito um pequeno desabafo aqui há uns anos, que embora não ligue directamente com o episódio à porta da fábrica, me faz voltar à parte da reflexão da antítese entre o gesto mecânico e a atitude de naturalidade... Relendo essas palavras hoje faz-me acender uma luzinha no tablier (outra) e considerar que tenho que me focar mais em mim, cultivar o espelho do meu formato que deixou de mostrar o meu conteúdo, pelo menos não tanto como eu gosto que aconteça em todo o caso...
Na tal análise que fiz aos meus processos constatei que a espaços a minha rentabilidade assentou no espremer dos fornecedores, e aquele com quem me cruzei já me apoiu a montande contribuindo para o resultado a jusante do negócio. Tento ter uma conduta nos negócios tão verticalmente integrada como o faço na vida privada, envolvendo-me no que é importante para mim, e mais ainda no que é importante para quem circula em meu redor. De facto, mesmo que apenas eu tenha gozado com o meu sarcásmo privado, a verdade é que isto não vai nem para cima nem para baixo, e vai simplesmente em frente, e até vai ainda a meio-gas. Cabe-me a mim assegurar que sei para onde vai, e acelerar o passo com a minha moral intacta, sem ter que chegar aos atropelos.

Monday, January 30, 2012

Presidenciaveis

Hoje liguei a televisão e como já sintonizei os canais de notícias passei o meu serão a ouvir debates políticos em som de fundo. Pelo meio, ocorreu-me que corre uma petição para varrer com o actual Presidente da República...
Provavelmente é mais uma iniciativa que vai perder o memento e vai acabar por cair em saco rôto, isto se não for entregue na assembleia da republica muito brevemente. Eu não votei neste Presidente, e quase quatro quintos da população eleitoral também não. Dito isto, sou democrata, respeito o resultado eleitoral e promovo o papel de dignidade do Presidênte da República (mesmo que o próprio muitas vezes não o faça).
No hipotetico e remoto cenario de uma demissão presidencial, quem é que eu gostaria que fosse candidato, e presidente?
Varias pessoas, sem ordem de preferência, aqui ficam para reflexão:
Freitas do Amaral
Moita Flores
Marinho Pinto
Carvalho da Silva
António Capucho
António Guterres
Três de Esquerda e três de Direita (embora o Moita Flores ainda não tenha saido do armário para se assumir de Direita).
Era fixe para o país que fosse já para o ano... mas ainda faltam quatro anos.

Zombie matinal

Procurar o comando da televisão pela casa toda e ir encontra-lo no carro não é nomal...

Sunday, January 29, 2012

Coerência

De um chavão numa rede social:
"Sonhar é fazer planos, viver é ter coragem de realiza-los"
Pois... é o que tenho dito por outras palavras!

Friday, January 27, 2012

Comentário feito post

Reflecti sobre a questão que levantaste...
Confesso que não o tinha feito, provavelmente porque a mim não faz qualquer confusão, mas gostaria de tentar desfazer o que me parece ser um equívoco na tua apreciação.
Embora eu perceba que a caracterização por referência à idade possa ser naturalmente implícita para quem lê, e erradamente (sublinhado) ser associada a seja lá qual for a ideia que quem lê faz das pessoas pela idade que têm, devo dizer que a minha referência à idade das mulheres na minha vida, como lhes chamas, não se trata de todo de as “caracterizar”, mas apenas de as distinguir enquanto pessoas anónimas, fazendo-o assim por via de uma, entre tantas, singularidades que, como deves imaginar, essas pessoas têm. Trata-se de uma referência de nomenclatura e designação, e não de uma característica intrínseca ou diferenciadora.
É pertinente assinalar que eu não faço qualquer diferenciação nas escolhas que faço baseadas na idade da pessoa, e já que tenho que o dissecar, penso que o faço primariamente por um combinado de características físicas, de trato, de carácter e do conhecimento assimilado crescente, que a interacção com a pessoa me traz, que, permitindo uma abrangente apreciação global da pessoa, me fazem involuntariamente – arrisco dizer – sentir-me atraído e interessado nessa pessoa, pelas características próprias que tem, independentemente da sua idade, que não é mais do que uma incidência da sua realidade (tal como a raça, o credo, o clube de futebol, ou a inclinação política).
Que não seja sobretudo percebido, a referência pela idade, como um aspecto redutor ou de padrão.
Dito isto, concordo contigo e não vejo que as pessoas sejam a idade que têm por fora, nem advogo a dita idade mental ou a idade que têm por dentro. Quando muito tenho naturalmente uma percepção da correlação que existe entre o que é esperado da idade física da pessoa em termos da sua maturidade (o que dava para ficar aqui a noite toda a dissertar, até porque nesse aspecto eu sou suspeito).
Sobre essa matéria, da maturidade, dizer apenas que o conjunto de variáveis exteriores (ie, experiência de vida) é tão vasto e heterogéneo que acaba mesmo por ser primordialmente a observação por interacção com a pessoa, o processo pelo qual se desenham opiniões, e a esse propósito, na minha perspectiva, as pessoas são sobretudo aquilo em que acreditam e como o põem em prática, aquilo que fazem e particularmente a maneira como o fazem. É mais ou menos esse o caminho que eu traço se quiser tentar dessa forma diminuta definir uma análise básica de como eu próprio sou, da pessoa que sou, aquilo em que acredito, o que faço e como o faço, com a idade que tenho.
Assim, permite-me que afirme, tenho 41 anos e estou-me nas tintas para a imagem que possa passar de mim, seja por aludir a, ou por associação à idade das pessoas com quem me relaciono. Todavia percebo, aceito e agradeço a tua observação, e, por total consideração pelas pessoas a quem faço referência, tentarei de algum modo evitar atribuir-lhes, involuntariamente ou por negligência, um carimbo desnecessário (a idade) aos olhos de quem não conhece essas pessoas, pela inferência que fazem, necessariamente, às características que identificam – sabe-se lá porquê – como estando associadas à idade de pessoas que, não obstante a idade que efectivamente têm, não devem nem podem ser compartimentadas em estereótipos etários.
Não pensei nisso, my bad...
Pensando então em alternativas à referência pela idade, e descartando caracteristicas como a altura, o peso, ou tonalidade da pele, por razões obvias, acho que posso em toda a segurança referir-me às minhas amigas com referências inócuas e isentas, por exemplo como... flores, ou sabores, ou cores do arco-íris.
Obrigado por me fazeres pensar nisto, e obrigado por leres as palavras que eu escrevo.

Thursday, January 26, 2012

Restitutio in integrum

Às 9 horas já estava jantado, de louça lavada e cozinha arrumada. Hoje não vou sair, está frio na rua e a perspectiva do pijama de flanela sobrepõe-se ao calor humano dos amigos do barzinho. Liguei o televisor na esperança remota de apanhar o jogo do Estoril vs Atlético num canal qualquer, mas a tvcabo encarregou-se de desregular os canais todos e eu não tenho paxôrra para sintonizar os canais preferidos nos números certos do aparelho. Fiquei a saber que para além de mais de 80 canais de borla, cortesia de quem cá morou antes e não deu baixa do serviço, tenho um canal de putêdo e esfrega-e-não-molha a passar ais e uis em horário nobre. Mas também o televisor só tem memória para 39 canais e eu de qualquer forma mal o ligo que não seja para ver o telejornal ou a bola...
A minha amiga de 40 anos ligou-me do Porto ao fim do dia, eu ainda estava na fábrica; Que ia passar por Ovar a caminho de casa... perspectivou-se uma escala, para tomar um café entre comboios ou para passar cá a noite... Mas não... o meio da semana é logisticamente complicado para mim... e ir conduzir até Ovar para tomar um café (coisa que só bebo de manhã) não é a minha praia, gosto mais de quality time do que de opportunity time, e acho que ela também. Ficou agendada uma incursão num fim-de-semana próximo até à Figueira da Foz, terreno neutro, orientar uma "orgia a dois" como eu lhe chamei... Quality time, ela achou graça à ideia. Seja como for, para furtivo tive a visita da minha amiga de 20 anos, que apareceu com a irmã, sem avisar, para vir buscar as chaves que cá deixou da última vez... A irmã é gira. Felizmente ainda tinha a casa aceitavelmente arrumada desde o fim-de-semana, nem sempre está assim. Foi visita de médico, porque tendo apenas 2 cadeiras – uma delas com uma perna solta - torna-se pouco prático entreter mais do que uma pessoa de cada vez, o que é o mesmo que dizer que a opção de viver sem mobília também serve de desculpa para manter potenciais escovas-de-dentes ao largo... Ficou combinado um copo sine die, até porque aquele Novembro em Dezembro se mantém, e por uma questão de coerência de princípio impeço-me voluntariamente de me posicionar, a história da carne ser fraca é coisa que deixo para outros prados... Depois de elas terem saído liguei à minha amiga de 40 anos para ver se tinha chegado bem a casa e se a formação a que ela foi tinha corrido bem. Gosto de conversar com ela, tem uma voz meiga que me soa muito bem ao ouvido... Foi um telefonema breve. Depois liguei à minha irmã e ao meu advogado (long story) e contemplei começar a preparar a viagem de trabalho à Argélia... Escolhi um CD da Sade para o efeito mas em vez de iniciar um estudo de mercado dei comigo a viajar pelo meu Curriculum Vitae, por algumas de tantas viagens que já fiz (nota mental para renovar o passaporte ASAP), e de como o Magreb me calha sempre na rifa... Da Argélia até começar a escrever no blog a despropósito foi um tirinho, essa viagem é só em Maio, tenho uns momentos para escrever sobre o tempo que passa no relógio da memória, enquanto aguardo o reencontro com a normalidade...

No comment

-Porque é que tens tantos relógios?
-Para ver as horas!

Como diría a Raquel: "Pitas, pff..."

Tuesday, January 24, 2012

Nota mental:

As ervilhas explodem no microondas, duh...

Monday, January 23, 2012

Calma aparente

(...)

Tenho uma mota infernal
E o asfalto chama por mim
A estrada faz-me sinal
E vontade diz-me que sim

Calado vou sempre em frente
no silêncio que abafa a dor
mas dentro da minha mente
está um barulho ensurdecedor


Sunday, January 22, 2012

Hmmm...

Já não estava habituado a encontrar cabelos compridos espalhados pela casa toda...

Cafézinho matinal de Domingo

Apercebo-me que a Virago não sai da garagem há 3 semanas... Charuto novo dá nisto!

Saturday, January 21, 2012

Ontem à noite

-Viste? Aquela senhora deu-nos prioridade.
-Não vi, quem era?
-Não sei...

Friday, January 20, 2012

argumentum ad hominem

Numa troca de ideias com uma colega de trabalho, a determinada altura sou confrontado com um argumento que se desvia completamente da temática, como quem desvia um capote das gotas chuva, e sem dar conta dirigi-me a ela chamando-lhe o nome de outra pessoa...

Wednesday, January 18, 2012

Bola p'ra frente!

Dia de bola. Nem vale a pena os neurónios debaterem o jantar porque já ficou o guisado feito do almoço...
Jogam as minhas equipas preferidas: a da alma e a do coração. É um daqueles jogos dificeis de ver porque tal como quando jogo Xadrez contra mim próprio, sempre que ganho, acabo sempre por perder. (ui... isto diz-me alguma coisa)
Tenho vontade de tirar um cachecol da prateleira, mas não sei qual...?

Monday, January 16, 2012

Secret ingredient

Segunda-feira, e aqui estou eu. O fim de semana foi assim como que, não sei que lhe chame... Luxuria não diz tudo... Por falta de palavra melhor, foi um fim de semana bem fixe, diferente, divertido, meio requintado e meio trapalhão e agora doi-me o corpo todo... No seguimento volto ao meu quotidiano, vida de solteiro, pequenas rotinas sempre diferentes todos os dias onde o ponto alto costuma ser preparar o jantar. Hoje sobrou-me parte do que tinha feito para o almoço (arroz de espinafres com pinhões), resolvi rentabilizar o tempo que perco a ver o telejornal e liguei a mini-tv de campismo na cozinha para preparar uma sobremesa a ouvir as notícias.
- Apetece-me um docinho!
Google com ele e receita rápida de Bolo de laranja no microondas, pareceu-me o ideal, fácil, simples de fazer, tenho os ingredientes todos menos fermento mas como a farinha já tem disso incorporado (self rasing) é na boa. Também não tenho óleo que não entra nesta casa (só azeite) mas derreti 1/4 de pacote de margarina vaqueiro em banho maria e serviu lindamente. Contudo, detesto receitas que referem "1 chávena" como unidade de medida... Mas é uma chávena de que tamanho? De café, de chá, uma caneca tipo Nescafé, ou é uma malga com asa? Bom, misturar tudo no blender (laranja com casca e tudo), aplicar uma leve pitada do meu secret ingredient, corrigir a espessuar da massa com um fiapo de leite, e impedir-me a ferros de comer aquilo tudo à colher mesmo cru. Depois untei uma forma de tupperware com margarina, coloquei 9 minutos no power máximo e ficou a casa toda a cheirar a laranja. Pelo meio abrandei a potência alguns segundos por cada minuto porque tive medo que o bolo crescesse tanto que fosse tocar na grelha superior do microondas... e ainda queriam que eu pusesse uma colher de fermento - ah pois, que essa é outra, "1 colher", mas que raio de medida é essa? É uma colher raza ou uma colher cheia? É porque se for de farinha, por exemplo, faz toda a diferença na quantidade! Adiante. Não sei se leve o bolo para o trabalho para partilhar com as minhas colegas ou não... Aqui há dias levaram uns bolinhos caseiros deliciosos, e todos os dias bancam bolachas para mim. Mas com este cheirinho bom na casa toda desconfio que o bolo não vai sobreviver até amanhã.
Noutro registo, mesmo que já o faça há mais de 15 anos, sozinho ou acompanhado, gosto de gerir a minha casa e a minha economia doméstica, gerir no verdadeiro sentido da palavra, ter que fazer escolhas, programar compras e pagamentos de contas, limpar e manter o meu ambiente asseado, tratar da minha roupa e ser suficientemente bem organizado, mas sem cair no excesso de ordenar os livros por ordem alfabética ou a gaveta das meias por cores. Tenho plena consciência que já tive uma vida muito mais desafogada do que tenho tido nos últimos anos, mas não trocava os últimos mêses por todos sorrisos do mundo. Lembro-me que quando fui às compras na semana passada me senti momentaneamente triste por ser pob... por não ter forno, para também fazer uns biscoitos que a minha Mãe me ensinou e levar para as minhas colegas, ou oferecer à vizinha, mas imediatamente compensei a tristeza por já ter frigorifico e poder fazer gelatina de frutas e gelados de mil sabores. Sou rico na alma, sempre fui, mesmo que hoje me doa o corpo todo, é o meu secret ingredient, gosto de comer o pão com côdea.

Nota mental (uff...)

Para futura referência, aprender que uma malaguêta é mais do que suficiente!!!