sábado, abril 04, 2015

Páscoa em Paris

Páscoa...
Ontem foi Sexta-feira Santa, hoje é Sábado coiso, e amanhã será Domingo de Páscoa...
Após ter trocado umas graçolas há pouco, sobre os coelhinhos da Páscoa e da Duracell, no WhatsApp, com a minha melhor metade, olhei de relance para a TV em modo "mute" no canal "France 3"; e ao ver uns cristãos filipinos a auto-flagelarem-se de uma forma que só posso rotular de fundamentalista e fanática, ocorreu-me que na realidade, Jesus quando nasceu era Judeu, e que em aramaico (a língua já extinta que se falava em Jerusalém há 2000 anos e cujo radical é partilhado com o hebreu e deu origem às várias declinações do árabe), ocorreu-me dizia, que em aramaico o nome de Jesus era "Youssuf Bin Yossef", ou seja "Jesus filho de José".
Jesus foi crucificado (incidentalmente pelos actuais senhorios do vaticano) por, enquanto judeu, se ter basicamente proclamado Rei dos Judeus. A versão da Bíblia diz que o que ele terá dito foi algo como " O meu reino não é deste mundo", o que os Senhores do templo deturparam para uma reivindicação do trono Judeu. Adiante, foi morto por isso, com o concluiu dos Romanos.
Postas as coisas nestes termos, tendo o Islão surgido apenas 400 anos mais tarde, e não fossem os estrilhos resultantes da trapalhada que foi a criação artificial do estado de Israel já no Sec. XX,, não percebo qual é a crise que os muçulmanos têm com os judeus...? Porque na realidade os cristãos teriam muitas mais razões para se engalinharem com os Judeus do que os muçulmanos, ou não é?!
Independentemente de eu ter sido criado cristão, a minha convicção religiosa é ampla demais para caber nos servidores do facebook (ou do blogger neste caso), mas tendo eu sido criado cristão, a minha consciência moral está balizada por esses mesmos valores, que delimitam o espaço onde me mexo, entre o certo e o errado, entre o bem e o mal, enfim, entre o socialmente aceitável e o socialmente condenável, e eu gosto que assim seja, gosto que o padrão moral da minha educação cristã me tenha equipado com ferramentas como a tolerância, a condescendência e sobretudo o respeito pela diferença.
Na realidade a minha educação cristã, juntamente com a minha natureza humana, permitiu-me evoluir na minha crença do transcendental divino, e ir muito além dessa caixinha condicionadora e submissa que é a fábula bíblica a que se reduziu hoje em dia o legado de Jesus Cristo, às mãos da igreja romana, ao longo dos séculos...
...e ficava aqui a noite toda a dissertar sobre o assunto, porque passados muitos séculos, Judeus, Cristãos e Muçulmanos ainda andam às turras, e no entanto vieram todos do mesmo lugar, de Jerusalém... tudo farinha do mesmo saco que a história peneirou em graus de fineza diferentes.
Enfim, desejo uma Feliz Páscoa, ou o que lhe queiram chamar por estes dias, para toda a gente, e paz, sobretudo paz.
O coelhinho da "Duracell" deu uma abada aos coelhos da "Energizer" LOL

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