sábado, janeiro 08, 2005

Hayley Dean - O que foi feito de ti...?

É incrivel a quantidade de coisas que se guarda num caixote, ou em 3 caixotes, coisas que se pensa que um dia talvez façam falta, talvez sirvam para mais alguma coisa, algo mais do que lembrar, recordar, relembrar, quase sentir... Passei 8 anos fora de Portugal, 8 anos de aventuras, duas licenciaturas, um pseudo-divórcio dum quase casamento de 5 anos e mil e uma tropelias que talvez um dia consiga acabar de escrever.

Guardar tralhas é aparentemente uma disfunção do lóbulo frontal do cérebro. No meu caso (para além da disfunção cerebral) ter guardado aquelas coisas todas funciona talvez como um Back Up que fiz à memória, como num PC, só que é no cérebro mesmo...

Ando desesperadamente à procura da Base de Copo onde escrevi o poema Debut IV, no processo de procura encontrei montes de tesouros... este foi escrito em Bournemouth, no sul de Inglaterra, provavelmente na primavera de 1997. Por muito que gostasse da Hayley tinha corrido com ela do meu Flat ao fim de 6 meses (It's a very long story)... Nos dias seguintes encontrei-me frequentemente a passarolear (ler: a vaguear) pelas ruas e jardins, a ver montras e a dar de comer aos esquilos... Lembro-me que aquele estado de transe desapareceu no dia em que fui ver um concerto dos Marillion no Arts Centre de Poole... Conheci outra gaja... e a história, como que por magia, repete-se, vezes sem conta.





This Room



Roaming through the wilderness of town

Waiting for her eyes to find

An endless search that knocks me down

Still in vain I keep looking behind



I drag my boots home by the end of day

To face the loneliness and feel the fear

With my dreams fading and gray

Almost wishing she’s still here



Her hairs still lay on the floor

Glittering in the dark like splinters of light

I’m staring at a knock on the door

Dwelling with music and dreading the night



I’ve got heartache cutting me inside

Cold blades running in my veins

I’m lost in space with a memory by my side

In my kingdom of sorrow where remorse reigns



With my head as heavy as Led (1)

I curse my ways and my things

And touch her body on the empty bed

As sleep comes to judge my sins



The silence rocks me to exhaustion

For I can’t hear her breath

I’m collapsed in a world of emotion

Like an Alien trapped on Earth



The ghosts start haunting the night

Vivid nightmares that won’t fade

I’m scared in a tunnel with no light

As dawn breaks out to my aid



There’s a magpie laughing of me

And the sweat begins to dry

The sun rises but I can’t see

Because I couldn’t face the sky



Another day, another battle

My pen is mightier than my sword

I think of her as I load the kettle

And fire feelings word by word



Curled in the corner of the room

The walls seem to close on me

A dark temple of doom, this room

- without her -

Feels like a storm at sea



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(1) Led as in Led Zepplin

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