sexta-feira, junho 24, 2005

Interferência

Em tempos passados, o "fatalismo humano" irritou-me bastante, mais do que me irrita hoje em dia... mas ainda o combato, mesmo que me disfarce de indiferença.
Combato-o ferozmente, tanto em mim como quando se manifesta nos que me rodeiam. Combato o fatalismo nas várias vertentes que ele se revela.
Esta minha mania poderá até ser uma forma de viver em negação, porque afinal de contas o fatalismo é um estado de espirito que é naturalmente humano, limitadamente humano, deriva da tomada de consciência que os humanos têm da inevitabilidade da Morte...
...e se eu sou humano então também tenho uma natural propenção ao fatalismo.
Mas teimosamente combato-o, desafio-o, desacredito no destino e na sorte e no transcendental, disseco-os para os compreender, para os vencer, para vencer o fatalismo do medo do desconhecido.
Insistentemente abro a Caixa de Pandora... espreito, deambulo por ela, divirto-me, alegoricamente imune aos seus perigos, ao fatalismo em si.
A cada batalha que ganho fico mais forte, mas sei que por muitas batalhas que ganhe, possivelmente um dia vou acabar por perder a guerra.
Mas para já, o meu fatalismo não é abrir a Caixa de Pandora, isso é fácil, o meu fatalismo é acreditar que sou capaz de fecha-la outra vez.
O meu fatalismo é ser Optimista!

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