terça-feira, setembro 20, 2011

-Pá, ó Smith, ond'é q'elas andam, meu?

Sentado na esplanada com uma brisa a acariciar-me as orelhas e a contemplar um jola fresquinha, caí na asneira de cumprimentar dois jovens Helder's que por ali passaram...
Hello, hello, sure, you can talk to me for a few minutes.
Sentaram-se...
Blah blah blah blah (com "h" porque foi conversa em bifês)
...e passados 20 minutos levantaram-se, despediram-se e foram-se embora com as suas roupinhas colegiais e mochilas tipo Palmer's às costas, deixando-me de presente um lindo panfleto alusivo à crença deles, para eu ler e tal... Certo.
Folheei-o na diagonal, coincidentemente procuram responder, através lá do sistema quasicorporativo com que organizam a igreja deles, a 3 perguntas que para mim são fundamentais, as mais fundamentais...
-De onde venho?
-Para onde vou?
-Quanto tempo tenho aqui? (no caso deles é porque estou aqui?)
Deixei a jola a meio e vim para casa, pelo caminho arrependi-me de lhes ter dado o meu número de telefone, não vou ler o panfleto, a minha religiosidade está mais do que bem definida, a minha fé não é particularmente transcendental, e as minhas convicções são inabalaveis, mas... aquela coisa Mormon da poligamia é um aspecto curioso de explorar, não na prática, nada disso, mas para perceber o fundamento de tal possibilidade enquadrada numa ideologia (chamar-lhe o quê?) que proféssa valores morais auto-proclamados de supra-bem. Não me parece nada bem. Talvez seja dum qualquer residual cromossoma X que eu tenha herdado das minhas 6 irmãs. Oh well, nenhum daqueles jovens chegou ainda à fase de "mating"... (aquilo funciona por etapas). Enfim, apanharam-me bem disposto apesar da merda de dia que tive, conversador, pro-activo (e com as pinturas de guerra esbatidas pelo tic-tac tic-tac)!
Aqueles dois sei que não se vão esquecer de mim, espero não ter abalado a fé deles...
...e espero que não me telefonem a perguntar o que achei do panfleto, porque não vem lá nada sobre a tal de poligamia! -Intrujas!

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