quinta-feira, novembro 09, 2006

Gatwick, 1994 (escrito em 2000)

Excerto do Capítulo XIX

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Guardei o bloco e escrevi os últimos postais que tinha, depois fui pô-los no correio e fui comer qualquer coisa com um vaucher de 5 Libras que a companhia aérea tinha dado aos passageiros enquanto secavam pelo voo. Onde já se viu 14 horas de atrazo? Entretanto conheci duas Tugas que também estavam à espera do mesmo vôo que eu. Uma delas andava na Universidade com o André Neves, um velho amigo da escola, enfim, até em Londres Lisboa consegue ser uma cidade muito pequena. Antes de me desmarcar delas trocamos números de telefone, mas eu sabia que nunca lhes iria telefonar, depois levantei-me e fui ver as lojas do Duty Free.
Na loja da Body Shop descobri finalmente o perfume que andava à procura, chamava-se Dewberry. Impregnei a bracelete do meu relógio com várias vaporisadelas do Sampler de amostras e, cheirando as horas relembrava de 5 em 5 minutos o cheiro do tempo que passei nessa semana. Sentia-me outra vez como o Jean-Baptiste Grenouille do “Perfume”. Finalmente o embarque ia começar, eram quase 8 da noite quando passei pelo Check in e me dirigi para o gate 23, mostrei o bilhete à bacana sorridente que estava à porta e entrei para o Avião.

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