sexta-feira, agosto 26, 2011

This Strange Engine

Em Maio de 1997, acabadinho que tinha de sair um novo album dos Marillion, eu morava em Bournemouth, no Sul de Inglaterra, onde frequentava na altura o 2º ano universitário de Psicologia Aplicada (viría a trocar mais tarde Psicologia por Gestão, escolha certa!). Com a saída desse album para o mercado e com a sua entrada na minha pele (particularmente a faixa título, uma malha do mais progressivo rock que há, com 20 minutos de duração e solos de cortar a respiração), vi ainda 2 concertos ao vivo na mesma semana e o CD ficou gasto de tanto girar. Certo dia, sentado a contemplar o mar ao fundo do Pier da praia de Boscombe, escrevinhei uma citação (transcrita no fundo do post) de uma das letras desse album, num caderno de capa grossa e folhas lisas brancas, para o estrear... Tornou-se imediatamente no meu livrinho de citações, onde passei a escrever expressões, frases, citações, reflexões e outras pérolas que acredito mereçem ser registadas: O Livrinho, que me tem acompanhado desde então por vários países e cidades onde morei, cresceu; as páginas engrossaram e amareleceram, a capa deteriorou-se, e hoje em dia raramente o vou buscar à prateleira, terá umas 100 ou 200 citações, algumas de moi-même (as pérolas), outras que não sei onde as fui buscar, algo que ouvi de passagem, ou numa conversa na mesa ao lado, ou duma página de jornal numa sala de espera, ou de nem sei onde, que fontes não me faltam...
Ontem fui buscar o meu Livrinho à prateleira para registar uma citação que, embora por estar contextualizada num rol de rétoricas tenha o sentido que tem, e embora esteja ilustrada pelo meio com expressões intermédias de salvaguarda; Essa expressão, isolada, faz para mim muito mais sentido e virtualmente dispensa reflexões adicionais sobre a importância da verdade.

Lido na Internet:

A verdade pode morder, mas (...) desde que (...) afirmada com coração aberto e de pendor construtivo, serve como cimento de secagem rápida, e não martelo de demolição.

As minhas fontes de citações são de facto variadas ...e improvaveis.
Não seria igual a mim mesmo se por arrasto destas palavras não voltasse a ler este antigo post para tentar atenuar um pouco aquela impressão que tive na altura. De facto a escrita pode reinventar as pessoas, ou as pessoas reinventam-se pela escrita, ou as duas coisas, ou pode até ser só fruto de um méro acaso, dum rasgo qualquer...





(...)
And ever since I was a boy
I never felt that I belonged
Like everything they did to me
Was an experiment to see
How I would cope with the illusion
In which direction would I jump
Would I do it all the same
As the actors in the game
Or would I spit it back at them
And not get caught up in their rules
And live according to my own
And not be used, not be used
To find the fundamental truths
It was going to take some time
Thirty five summers down the line
The wisdom of each passing year
Seems to serve only to confuse
Seems to serve only to confuse

(...)

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