sexta-feira, janeiro 06, 2006

Interferência

Hoje escrevo sem nexo, porque o tempo está frio em Alijó e aprendi a podar a vinha... Escrevo com pressa porque a biblioteca municipal poderá fechar sem aviso e porque o Sol já se foi e a noite me abraçará a cada kilometro que a belle quattre L fará de retorno ao bordo da lareira que não é mais do que um aquecedor electrico comprado na Worten - Viva o natal e as desculpas todas para se dar sem se ter que receber. Escrevo sem jeito porque 88 milhões de razões me fizeram sair do campo e vir até ao progresso depois de beber dois canecos de vinho a mais, porque a vinha está podada e a azeitona apanhada... resta-me ir buscar umas couves e uns grêlos à "chousa-da-gândara" e talvez sorver um diospiro ou dois direitos da àrvore como se mel fosse de uma colmeia sem mêdo, já que a magia de beber àgua da mina esmoreceu ao longo de 30 anos de sensibilidade. Hoje escrevo com vontade de escrever. Das palavras faço inspiração que respiro a pleno pulmão e no meu intimo grito um amor que tenho que é maior que a respiração.

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